Reunion*

(Toronto, 07/06)

Ainda meio cansada/fraca pelo mal-estar do dia anterior  acordeio meio tarde, fui no correio largar uns postais e, às 13h, fui na pop up store da Arts & Crafts pra encontrar o John (dos EUA) do Canaddiction pra almoçar poutine. Foi nesse dia que a mágica louca da viagem começou a atingir níveis inacreditáveis.

A loja era muito massa, com todos os discos/camisetas/posters que eu gostaria de comprar na vida e com uma exposição de fotos sensacional.

quero tudo (includindo a parede para colocá-los)

quero tudo (includindo a parede para colocá-los)

exposição <3

exposição ❤

3 paredes forradas assim ❤

Começamos a conversar com o cara que tava no balcão da loja (mais o John pq eu ainda tava com muita vergonha de falar por causa do meu inglês parco e da minha incredulidade em estar lá), que era o Cameron. Ele perguntou nossos nomes e de onde vínhamos , aí quando falei, ele disse: “aahhh vi teus tweets!” (!!!!!!) – porque ele era um dos responsáveis por cuidar das redes sociais da Arts & Crafts.

discos e Cameron

discos e Cameron

Nisso chega um outro guri, Davoud, que veio da Inglaterra pro Field Trip. Aí fica todo mundo conversando e o Cameron diz que quer tirar uma foto da gente pra postar no instagram/twitter da A&C já que nós 3 viemos de longe para o festival etc.

Logo depois entra na loja um guri ruivo que eu reconheci da internet. Era o Cameron (outro, né) do last.fm/tumblr. Simplesmente bizarro como as pessoas estavam todas no mesmo lugar e na mesma hora sem combinar.

De repente o Norman Wong, o fotógrafo da exposição, estava lá também. Aí ele veio perguntar se era eu quem tinha vindo do Brasil (??!!! não sei como ele sabia???) e me disse que já tinha ido várias vezes pra lá, principalmente pra Criciúma (?!?!?!) e me disse o nome de mais algumas cidades que ele conhecia. SÓ TETO.

Aí Davoud convidou eu e John para beber (isso por volta de 14h – adoro) ali perto. Quando chegamos no lugar, a uns 5min de caminhada dali, era nada menos que The Drake Hotel, um hotel/restaurante/lugar de shows que eu sempre quis conhecer.

Drake Hotel

Escolhi no cardápio algo que pudesse pagar e que enchesse meu estômago pq não dava pra beber de barriga vazia e uma taça de vinho.

sanduíche com abacate e peito de frango e mil coisas. bom d++

sanduíche com abacate e peito de frango e mil coisas. bom d++

Nisso o Davoud já tinha tomado uns 4 ou 5 drinks e continuava botando a maior pilha pra gente beber – e eu ainda meio capenga por causa do dia anterior. Depois de umas 3h comendo, bebendo e conversando, o Davoud pediu a conta e pagou. Tudo. Eu e John ficamos com cara de ????? mas não teve jeito, ele disse que ele convidou, então ele que pagaria. Combinamos de nos encontrar na manhã seguinte (dia do tão sonhado festival) no mesmo portão cedo de manhã e nos despedimos. Na volta pra casa, passei na frente da loja e vi que o Cameron (da internet) ainda tava lá e entrei pra conversar com ele. Agora tinha 2 gurias no balcão atendendo. As duas se chamavam Jenna — as Jennas que respondem os e-mails do atendimento da loja da gravadora (e que eram muito afudês, por sinal)! Era engraçado como todas aquelas pessoas que eu ‘conhecia’ virtualmente estavam se materializando na minha frente. Fiquei mais um bom tempo na loja conversando com elas e o Cameron e então fui pra casa arrumar as malas pq iria buscar a Regina, do México, que vinha de Montréal e iríamos pra uma outra casa, em Etobicoke, a Cachoeirinha de Toronto.

Cheguei em casa umas 7h depois que a tal foto tinha sido postada e daí veio a surpresa:

oi mãe

oi mãe

Um monte de gente tinha visto a foto e tinha vários comentários de amigos meus, tanto do Brasil, quanto pessoas dos mais diversos lugares que eu só conhecia pelo tumblr! O mais engraçado é que ficou parecendo que sou superpopular, mas foi só uma coincidência bizarra (e feliz).

E quão afudê é tu mal chegar num lugar e de repente conhecer as pessoas que trabalham na tua gravadora favorita e conhecer outras pessoas doentes pelas bandas como tu e ter uma foto postada no instagram com teus amigos felizes comentando? Muito.

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*Reunion é uma música do Stars do álbum Set Yourself on Fire (2004)

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Chinatown*

Quando fui procurar a bateria do notebook acabei indo parar em Chinatown, o bairro chinês (jura?) de Toronto.

chinatown <3

chinatown ❤

É um bairro muito grande, com todos os tipos de lojas que tu imagina e muitos restaurantes. Não cheguei a ir nos restaurantes, mas entrei em várias lojas. Tem tipo uns 1,99 gigaaaaaantes que só nao tirei foto porque tinha medo que alguém viesse me xingar em chinês, já que alguns atendentes mal falavam (ou não falavam) inglês – e eu falava tão bem quanto eles, daí já viu.

1,99 gigante <3

1,99 gigante ❤

gente

gente

艾什么疯狂!(ai que loucura em chinês, segundo o Google)

艾什么疯狂!(ai que loucura em chinês, segundo o Google)

Em Chinatown tem trossentas lojas de souvenirs legais e baratos, deu vontade de comprar presente pra todo mundo e voltar pra casa no outro dia pra entregar. Mas como era recém meu segundo dia lá e ainda iria saracotear muito pelo país, me segurei e deixei pra comprar tudo na volta, no começo de julho. Mas foi difícil. Comprei uns postais pra mandar pra família/amigos e não consegui mais resistir quando achei uma touca de coruja por 3 dólares.

senso do ridículo ficou no brasil

senso do ridículo ficou no brasil

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*Chinatown é uma música do Do Make Say Think, do disco  & Yet & Yet  (2002) .

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Feel Good Lost*

(Toronto, 5-6/06)

No primeiro dia em Toronto fazia sol e tinha uma brisa agradável, caminhando dava até pra abrir o casaco. A primeira coisa que fiz depois de acordar e comer foi resolver as burocracias: buscar ingressos para todos os shows do mês (no dia que a burocracia da minha vida for buscar ingressos vou ser muito feliz).

Olhei +- no mapa por onde deveria ir porque o legal mesmo é se perder e encontrar um monte de coisas legais no caminho e saí andando pela cidade. De cara me apaixonei pela Queen St West, a rua de absolutamente tudo o que tu imaginar. A cidade é plana, bonita e muito agradável de caminhar.

streetcarrr ❤

Primeiro dia é aquela coisa, tu sai na rua caminhando aleatoriamente e as coisas começam a aparecer na tua frente, como a loja de discos que tu sempre quis conhecer ou a torre símbolo da cidade, e dá uma ansiedade maluca e vontade de sair correndo pra ver tudo de uma vez.  Mas como tinha quase 2 semanas pela frente, sosseguei e não desviei demais do caminho para dar tempo de buscar todos os ingressos em uma tarde.

!!!!!!

!!!!!!

Primeiro fui na sede da NOW Magazine buscar o ingresso do NXNE. De lá fui caminhando aleatoriamente até chegar na Yonge-Dundas, a esquina democrática de Toronto.

percussionistas vibes

chutando dundas ~rs

Aí poderia pegar o ingresso do Field Trip Festival na loja pop up da gravadora ou no escritório. Resolvi ir no escritório pq VAI QUE tinha algum membro das bandas por lá, né? Sonhar não custa nada. No caminho pra lá encontrei outra loja de discos muito massa (Kops Records) e assim comecei uma tradição/problema: comprar pelo menos um disco toda vez que entrasse em uma loja.

Kops Records do lado de uma loja de camisinhas

Chego no escritório e, enquanto pegava meus ingressos, Dave Hamelin (The Stills/Eight and a Half) saiu de lá. Então era verdade, eu tava mesmo em Toronto vendo os artistas da minhas bandas favoritas quando menos esperava (e ele era ainda mais bonito ao vivo eufhnvurvniuf).

fábrica de sonhos (aka escritório da Arts & Crafts)

Ainda passei na Rotate This pra buscar um último ingresso e, claro, saí de lá com mais um disco.

os dias estão simplesmente LOTADOS <3

os dias estão simplesmente LOTADOS ❤

Dia 6 tava frio e um vento gelado de doer a cabeça, fazendo a piada sobre levar uma touca na viagem perder a graça. Na França, com um frio desses, tava todo mundo de touca. Mas pros canadenses isso devia ser só um tempo fresco, então não só ninguém estava de touca como todo mundo parecia muito à vontade. Desisti de andar com o capuz pq queria parecer uma local (haha) e não tava ajudando muito mesmo. Também desisti de encontrar alguma lógica no tanto de pessoas que me disseram que o verão lá era muito agradável, pq se o verão era agradável daquele jeito, imagina o inverno…

Fui procurar uma bateria pro notebook e o tempo começou a piorar: começou a chover. Tinha saído sem guarda chuva, então coloquei a capa de chuva na mochila, fechei bem meu casaco com o capuz e continuei andando pela cidade por horas. Mas aí chegou uma hora em que meu casaco ~impermeável~não tava dando mais conta e eu tava começando a ficar encharcada ao mesmo tempo em que comecei a me sentir mal por causa da minha alimentação nesse dia, detalhada aqui. Achei que fosse desmaiar no meio da rua (sério mesmo), mas cheguei (semi)viva em casa. Aí fiquei morrendo na cama catando um link pro streaming do Broken Social Scene feat. Feist no Late Night with Jimmy Fallon porque não tinha tv na casa.

E aí foi o segundo momento em que caiu a ficha que eu tava mesmo em Toronto: minha banda favorita tocando na televisão com minha cantora favorita, cantando minhas músicas favoritas : a formação que sempre sonhei em ver ao vivo – e que veria, dois dias depois.

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* Feel Good Lost é uma música e também um álbum do Broken Social Scene de 2001.

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My first churrio

Minha primeira refeição aqui foi o almoço do dia seguinte:

bacon <3

bacon ❤

Poached BLT: batata, laranja e uma outra fruta que não prestei atenção, uma fatia de pão preto com dois ovos pochê, maionese caseira, alface, não lembro mais o que e BACON. Melhor bacon do mundo ❤ Esse prato era bem grande, me senti em casa. E não consegui terminar.

De noite a Brenda, taiwanesa que está me hospedando nos primeiros dias, fez um macarrão com um molho taiwanês MUITO bom.

<3

comi com os hashis like a boss (ou like a porco)

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molho taiwanês feat. pastelina

Depois fomos para um bar onde o pessoal se encontra para praticar línguas e encontrei alguns amigos da Brenda: um canadense e uma japonesa. Abri os trabalhos alcoólicos em Toronto com uma cerveja aleatória:

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oi

Depois tomei um Amsterdam alguma coisa, muito boa:

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recomendação do canadense

Aí minha host cometeu o erro de me dizer que nunca tinha ficado bêbada na vida. Então ganhei uma nova missão no Canadá: deixar ela bêbada pela primeira vez e dar um orgulho pro meu pai.

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fazendo amigos com tequila

A tequila era muito boa, nem deu aquele ARGH que faz lacrimejar. Ainda bem que era caro, senão eu estaria perdida. Então fomos pra casa pra beber cuba libre e jogar esse jogo maluco:

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brinquedo de arquiteto

O rum era pouco e se acabou e começamos a beber tudo o que a Brenda tinha em casa, tipo essa bebida de pera:

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cerveja de pera feat. pastelina

E uma outra cerveja e vodka. Mas aí a pepsi acabou e tomamos vodka com um pouco de água mesmo (?). Depois de uma meia hora você vê o resultado…

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mission accomplished

Hoje acordei ainda muito cansada, me embromei e saí de casa depois da uma. Ainda estou meio insegura para pedir coisas, então fiquei procurando um lugar vazio. Vi um lugar que vendia burrito. Pedi um de batata.

atendente: blablabla, hot ou blablabla?

eu: ???

atendente: blablabla, hot ou blablabla?

eu: hot (já que era a única palavra que entendi mesmo). Sabia que isso ia significar apimentado, mas estamos aqui pra isso. Era menos apimentado que o esperado, mas um pouco demais pra primeira refeição do dia. Pra acompanhar pedi um suco de morango com banana. morango. com. banana. Tô pela bizarrice. Era esquisito, mas era bom.

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burrito de batata com morango

De novo não consegui terminar a comida, uma vergonha. Aí fiquei andando na chuva atrás de uma bateria pro notebook e fui tomar um café no Tim Hortons.

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I’M CANADIAN

O donuts double chocolate não era grande coisa, mas pelo preço tava ótimo. Peguei um frenc vanilla extreme grande como café e tava muito bom, mas era muito doce e eu tava ficando enjoada. Massss eu TINHA que terminar pelo menos uma das minhas refeições e fui até o fim. Depois ia continuar caminhando mas resolvi voltar para casa pq a chuva já tava vencendo meu casaco e comecei a me sentir meio mal por causa da minha alimentação.

Eu tava meio longe de casa porque sou sem noção e saio andando aleatoriamente pela cidade, então foi uma longa e sofrida caminhada, pq quanto mais se aproximava de casa, mais o churrio se anunciava (e até eu descobrir como pagar o streetcar e qual deveria pegar, ia demorar mais do que vindo a pé). Era o mínimo que se podia esperar depois dessa alimentação maluca, mas c’est la vie. Pelo menos deu tempo de chegar em casa antes de acontecer um acidente e ninguém estava no banheiro (Brenda mora com mais dois roomates, então a chance de ter alguém no banheiro é muito grande).

De janta a Brenda fez uma sopa com macarrão pra mim ❤ E foi o que me salvou. Estou pronta pra outra experiência gastronômica extrema ❤

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Soul and Onward*

Depois de ficar até quase 3 da manhã tentando fazer todas as 24 pastelinas entrarem na mala, fingi que dormi até às 8h e pelas 9h fui com a mãe pro aeroporto. Acordei passando mal de nervoso, como nos velhos tempos. Tomei um Dramin e quando cheguei no aeroporto já tava fazendo efeito e tudo o que eu queria era dormir. Fiquei com medo de dormir na sala de embarque e perder o avião, tamanho e incontrolável era o sono. A mãe ir no aeroporto é sempre a melhor e a pior coisa: a melhor por motivos óbvios, a pior porque ela te dá um abraço que te faz querer desistir de tudo e ir pra casa. Aí que eu tava com tanto medo desse abraço e tão nervosa com toda a viagem que um pouco antes de me despedir pra embarcar dei uma choradinha básica de nervoso. Pra disfarçar saí pra comprar uma palavras-cruzadas, mas quando voltei tive outro surtinho de nervoso de novo.

a face do nervosismo

a face do nervosismo

Aí fui pra sala de embarque quase capotando de sono e embarquei. Passei tanto nervoso nos últimos dias e especialmente nas horas antes do embarque que, na hora da decolagem, fiquei tranquila, mas tranquila mesmo. Um pouco antes de decolar o avião ficou taxiando na pista e comecei a ter cochilos-delírios, num deles estavam servindo chimarrão no serviço de bordo. Vinha o comissário com uma cuia na mão, só não sei se era uma cuia pra todo o avião ou se cada um iria ganhar uma. Saio do RS, mas o bairrismo não sai de mim.

As locuções eram espanhol e inglês. O que fazer quando em espanhol é muito rápido e em inglês o volume é muito baixo? rir. A única coisa que entendi eles dizerem certa hora foi “tiquinho cruzado”, mas acho que eles quiseram dizer isso não   A primeira refeição foi o almoço e dava pra escolher frango com arroz ou lasanha. Peguei a lasanha e tava bem boa. Além disso tinha salada de cenoura com tomate (comi quase tudo, pra deixar a mãe feliz) e um biscoito de chocolate de sobremesa. E chafé. Ainda bem que era chafé porque só depois que aceitei me dei conta que não era ma boa ideia beber isso no estado de nervosismo que eu andava. Mas no fim até água teria dado mais taquicardia que aquele chafé do Panamá.

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não cometemos canibalismo

Mal podia manter os olhos abertos de tanto sono, mas de qualquer maneira não cheguei a dormir. O cérebro não desligava, por mais que estivesse calma e exausta. Mais tarde teve sanduíche de salame com pepino.

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pepino meio véio, mas tava bom

Do meu lado tinha um casal jovem mas não falei muito com eles.Quando fui descer no Panamá que fui perceber que sepá o guri já trabalhou comigo no CPD. Isso seria bem Porto Alegre the egg, mas não tenho certeza e ele também não disse nada, vai ver era um sósia.  6h30 de viagem depois, desembarquei na terra do chapéu.

cheguei no Panamá ~rs

Fui direto pro portão fazer a conexão fazer o embarque mais demorado da vida – tinha só uma pessoa fazendo o conferindo passagens e documento.  Aí dei uma olhada em volta, mas não tinha muita coisa pra ver, estão reformando boa parte do aeroporto.

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voo ~demorado~: ainda bem que não era o meu

Quase uma hora depois, quando o voo já deveria estar saindo, pude embarcar.

ushgiunbigtuneurhtng

ushgiunbigtuneurhtng

Pela frente, mais 5h e pouco de viagem. A primeira refeição foi mini-pretzles (na verdade, aqueles palitos da elma chips mas em formato de preztel) e bebida. Como eu já tava bem mais calma, resolvi experimentar a cerveja (é bem ruinzinha).

uma cerveja lutadora

uma cerveja lutadora

Mais tarde veio a refeição: pastel de carne (?) ou espagueti carbonara. Tava bom também.

massa carbonara fora de foco e salada de repolho

massa carbonara fora de foco, salada de repolho e cookies de sobremesa

No voo Panamá-Toronto sentei entre um senhor canadense que vive em Manaus há muitos anos e casou com uma catarina e um mineiro que vive em Toronto há 12 anos. Veio visitar um primo uma vez e nunca mais voltou, depois se legalizou e tá aqui (~~ideias~~).

Meio doido pensar que eu tava sobrevooando os Estados Unidos por horas. Foi o mais perto que já cheguei de visitar a minha irmã.

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oi bibian

Depois de mais um voo muito tranquilo, cheguei em Toronto por volta de 00h15.

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THANK YOU

Aí depois de caminhar 4985609 km, cheguei na temida parte de entrada do país. Eu tava cansada, exausta. Pedi para ser em francês pra não me complicar ainda mais. Aí a mulher começou a me fazer um milhão de perguntas do tipo “o que tu veio fazer aqui?” e eu: “…………….. shows, festivais de música……”. Tava tão cansada que nem sabia mais pq estava aqui. Aí começou a me perguntar sobre tudo, onde eu ia ficar todos esses dias, com quem, onde morava, de onde eu conhecia. E eu passando um nervoso absurdo porque sei que na imigração eles não curtem muito esse esquema de Couchsurfing, mas se eu mentisse e dissesse que fosse ficar em um hostel, poderiam me pedir pra ver a reserva. Aí fiquei lá gaguejando as palavras, absolutamente cagada de medo de ser impedida de entrar no país. Após uns minutos de tensão a mulher disse “bonne journée”, me entregou o papel e me deixou ir buscar a mala. Mas nesse papel tinha uns códigos estranhos e continuei morrendo de medo de que depois que eu pegasse minha mala, iam dizer “você está deportada”. As malas demorara uma eternidade pra vir, por sorte a minha foi uma das primeiras. Fui pra saída tremendo de medo. Entreguei o papel para a outra mulher, ela olhou, disse OK e me deixou passar.

A partir daí não tenho fotos até chegar na casa da minha host pq eu tava nervosa DEMAIS pra tirar fotos. Até ontem ainda tava com medo que do nada a Interpol ia bater aqui em casa e me deportar haha.

Sentei em um banco e fiquei uns 10 minutos só respirando. Aí fui procurar onde pegar o ônibus pra ir pra cidade. O aeroporto tava vazio, e as poucas pessoas lá não vivem aqui, então não sabiam me dar muita informação. Fiquei perto de uma esteira, hesitando sobre que caminho tomar e uma mulher apareceu DO NADA e disse: “vc está procurando o ônibus?”. Surreal. Então ela me explicou aonde ir. Cheguei lá, perguntei para um cara onde comprar o ticket, ele me mostrou a máquina dentro do aeroporto e disse que o próximo ônibus passava em 10min. Fui lá dentro e não conseguia entender direito como a máquina funcionava, e eu tava exausta demais pra pensar. Pedi ajuda para uma guria, ela também não sabia. No fim consegui usar meu VTM e peguei o ticket. Nisso já tinham passado quase 10 minutos e eu saí correndo pq se perdesse o ônibus, perdia também o último metrô. Aí percebi que algo estava muito leve: tinha esquecido minha mala 2m atrás ~rs.

Consegui pegar o ônibus, mas cheguei atrasada por um minuto para o metrô. Pedi ajuda pra um guri da Venezuela que mora aqui há cerca de 3 anos e que também perdeu o último metrô. Pegamos outro ônibus e ele ficou me informando sobre onde descer, ainda que o ônibus informe em letreiro luminoso e áudio as paradas. Impossível de se perder aqui. Depois de +- meia hora, desci. Aí precisava pegar um outro ônibus ou um streetcar (= bonde ❤ ). Já era mais ou menos 2h30 da manhã e eu não tinha certeza de onde pegar o próximo transporte. Perguntei pra dois guris (lindos) aleatórios na rua e eles me ajudaram um monte, mudaram uma parte do caminho deles pra me deixar na parada. E um deles era fã do Broken Social Scene – mais mágico impossível.

Então fiquei lá, sozinha, em uma rua meio escura esperando o ônibus/streetcar. Primeira grande diferença: não senti medo em nenhum momento. Foi triste perceber que eu não lembrava a última vez em que me senti completamente segura na rua. Desde que saí do aeroporto, não me senti ameaçada em nenhum momento porque estava com malas, tinha cara de turista e tava em um ônibus no meio da madrugada.

Veio o streetcar e embarquei e não entendi como deveria pagar. Normalmente eu teria um papel de transferência do metrô, mas ele tava  fechado. Paguei o ônibus no aeroporto mas não era o mesmo ticket – e tu tem ter o dinheiro trocado pra pagar – eu só tinha 5 dólares ou mais. Aí no fim o motorista disse pra eu subir que ele ia me levar  ❤ e então veio conversando comigo, perguntando de onde eu era, dizendo que estava  chovendo um monte e que ainda não tinha tido bastante sol. Eu estava exausta, mas consegui manter uma conversa razoável. Uns 10 minutos depois desci, caminhei cerca de 4 quadras e finalmente cheguei, quase 3 da manhã.

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minha casa nos primeiros 3 dias aqui (tirei a foto no dia seguinte, claro)

Era a casa linda que eu tinha visto no GoogleStreetView. Normalmente não pesquiso muita coisa na internet antes de viajar porque a surpresa é a melhor parte, mas como tava com medo de me perder (é impossível, mas eu ainda não sabia), tinha visto a rua no google antes.

Toquei a campainha, nada. Esperei. Toquei de novo, nada. Depois de um tempo finalmente minha host acordou e apareceu ~alívio~.

*

(esse não é um blog conceitual, mas vamos ver até quando dura minha criatividade pra título de posts)

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Cause = Time*

8 de novembro de 2011: Broken Social Scene faz o último show antes de entrar em hiato. Durante “Pacific Theme”, a promessa: quando eles voltarem, eu vou.

22, 23 e 24 de outubro de 2012: Shows da Feist no Brasil, semana mais surreal da vida.

14 de janeiro de 2013: acordo e recebo esse e-mail:

que, por acaso,  é desse vídeo (dá o play e chora comigo):

Tenho um chilique. Tudo o que sempre sonhei, na cidade e no país que sempre quis conhecer.

16 de janeiro de 2013: ingressos na mão. agora só faltava todo o resto.

19 de março de 2013: começo o processo de solicitação do visto.

18 de abril de 2013: 94 dias depois de o festival ter sido anunciado, meu visto é aceito.

e o resto é (e vai ser) história.

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